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Parceira do Google, FGV estuda como baratear internet no Brasil

10/10/2013 Voltar
Imagem: Reprodução

O alto custo da internet no Brasil colocou o país entre os locais de interesse da A4AI (Alliance for Affordable Internet), organização encabeçada pelo Google cuja intenção é baratear o acesso à rede pelo mundo. Por enquanto a única representante brasileira no projeto é a FGV (Fundação Getúlio Vargas), através do CTS (Centro de Tecnologia e Sociedade).

Três objetivos foram traçados. O primeiro é fazer circular informações. "A aliança vai nos ajudar a identificar as boas práticas internacionais e trazer o que der para o Brasil", explica a pesquisadora Marília Maciel, gestora do CTS, em entrevista ao Olhar Digital. Outra missão é engajar instituições e empresas para que façam lobby junto a legisladores - a intenção é que especialistas ajudem governantes a criarem políticas mais adequadas para reduzir custos.

Por fim, a A4AI servirá como uma plataforma de conhecimento, desenvolvendo estudos sobre como anda a precificação da internet ao redor do globo. "O primeiro relatório vai ser publicado agora no começo do ano, fornecendo evidências de que certas práticas efetivamente ajudaram outros países."

Em escalões mais baixos Facebook, Cisco, Ericsson, Intel, Microsoft e Yahoo também estão envolvidos na iniciativa que, além da América do Sul, tem a África e a Ásia como focos principais. A intenção da A4AI é deixar todas as nações dentro da meta da ONU de que o cidadão gaste no máximo 5% dos rendimentos mensais com internet - há casos em que a rede toma até 30%.

Por aqui a banda larga fixa compromete 2% dos salários, mas o uso do celular pede 6,7% - o pré-pago brasileiro é um dos mais caros do mundo, onde 500 MB por mês custam US$ 35. Embora 50% das famílias brasileiras possuam computador, somente 45% delas usam internet em casa. "49% das pessoas não acessam por causa do custo e outras 16% porque o serviço está indisponível na sua região", menciona Marília.

É para melhorar esses números que a FGV se envolveu na A4AI. "Acreditamos que a aliança pode trazer boas práticas para cá", diz a pesquisadora. A instituição auxiliará o grupo a identificar outros possíveis parceiros locais.



Fonte: Olhar Digital, escrita por Leonardo Pereira