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Com postagens “fofíneas” e divertidas, que derretem até mesmo quem diz não gostar de bicho, a página Catioro Reflexivo se tornou um sucesso na internet. Com quase cinco milhões de seguidores apenas no Facebook, a fanpage publica diariamente fotos dos pets e seus tutores, entre outras informações descontraídas ou que incentivam uma convivência harmoniosa entre os animais e as pessoas.

Para saber mais sobre este fenômeno, conversamos com Carlos de Alencar e Vic Tavares, os responsáveis pela Catioro, que estiveram em Curitiba no início do abril, durante a Pet Weekend, no Shopping Pátio Batel.

1. Como surgiu o Catioro Reflexivo?
Carlos de Alencar: Eu sempre gostei de criar conteúdos para a internet. Quando vim para o Facebook em 2011, vi que as coisas mais legais eram criadas por fanpages. Já tive várias páginas, no mínimo umas 15 diferentes, mas nunca uma sobre animais. Em maio de 2015, criei a Dog Reflexivo e a página chegou a 30 mil likes com esse nome. Nela, eu só postava os animais dos fãs, mas não fazia nada de muito diferente.

No início de 2016 começou a bombar na internet o meme “catioro ou sorvete de flocos?”, “catioro ou bolinho?” e eu percebi que as pessoas amavam chamar cachorro de “catioro”, e que davam risada só de ler esse nome. Isso foi um clique para eu modificar a página e trabalhar nisso.

Depois, vi uma menina chamando gato de “gatíneo” em um grupo e achei sensacional, aí passei a usar a “linguagem fofínea”, e a fanpage saltou de 30 mil para 900 mil curtidas, em menos de três meses! Também no começo de 2016 a Vic Tavares começou a trabalhar ativamente na página, até então, eu fazia sozinho.

Vic Tavares: Eu sempre gostei de animais, principalmente “catioros”. E vendo como o Carlos estava empolgado com a página e como com ela estava em franco crescimento, comecei a ajudá-lo com a seleção de conteúdo para as redes do Catioro Reflexivo e também na criação e administração do Grupíneo do Catioro Reflexivo, que hoje tem mais de 258 mil membros.

2. O que fez um público de quase cinco milhões de pessoas ser conquistado pela página?
Vic: Além da mudança do nome, começamos a focar mais em enviar imagens e vídeos dos pets dos nossos seguidores. Anteriormente, enviávamos conteúdos que estavam disponíveis na internet. Com a mudança, a página se tornou, digamos, mais familiar e as pessoas começaram a se identificar bastante com o conteúdo.

Nos comentários é muito comum que as pessoas marquem parentes e amigos falando coisas como “olha, nosso ‘catioro’ também faz isso”, “vê se esse ‘catioro’ não é irmão gêmeo do nosso”, “olha, mãe, você também falava que não queria saber de ‘catioro’ em casa”. Realmente o Catioro Reflexivo se tornou referência nesse universo pet brasileiro.

3. Como o conteúdo publicado é escolhido?
Vic: Por dia, recebemos mais de três mil sugestões de publicações, pelo grupíneo, na página do Facebook, direct do Instagram, direct do Twitter, e-mail, Whatsapp e também nos comentários das postagens. E, na verdade, não existe necessariamente uma fórmula. O grupíneo é quase uma curadoria para as outras redes. Geralmente, o que rende no grupo, rende na página, Instagram e Twitter.

Raramente usamos o conteúdo que nos é enviado fora do grupíneo, porque infelizmente é muito material e é humanamente impossível verificar tudo. Por isso, a gente sempre sugere que as pessoas entrem no grupíneo do Catioro Reflexivo e postem lá as fotos e vídeos dos seus pets.

4. Qual foi a postagem mais legal da página?
Vic: Não existe uma postagem que eu considere a mais legal. Na verdade, gosto de todo o conteúdo da página. É claro que algumas postagens mexem com nosso emocional e outras nos fazem rir muito. Entre elas, recentemente, enviamos uma imagem de uma “catiorínea” que já virou “estrelinha” [morreu] e a história dela com a sua tutora me fez lembrar muito o meu primeiro “catioro”, que se chamava Chico.

E as que fazem rir muito, são sempre as imagens em que é possível introduzir um diálogo, como se os pets estivessem realmente conversando com seus humanos, ou seja, “catioros” refletindo. Também tem os “tutoriAUS”, que são uma sequência de imagens dos pets fazendo coisas comuns do dia a dia, mas como se estivessem ensinando isso para outros pets, com uma narrativa bem humorada.

5. E a mais triste?
Vic: Na verdade, priorizamos sempre o envio de imagens e vídeos de animais felizes, histórias engraçadas e histórias de amor pelos pets em geral. Não temos de fato uma postagem que seja a mais triste, mas, recentemente, reenviamos uma imagem de um tutor que tatuou a sua “catiorínea” já idosa na perna.

No momento que a imagem foi pra pras redes do Catioro Reflexivo, ele entrou em contato pelo Instagram para dizer que sua cachorrinha tinha acabado de virar “estrelinha”, mas nem ele achou a postagem triste. Ele disse que foi uma feliz coincidência e que isso acalentou um pouco a dor daquele momento.

6. Que recado a Catioro manda para seus fãs “catiorreiros” de Curitiba?
Carlos e Vic: Curitiba é a terceira cidade com mais seguidores do Catioro Reflexivo, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nosso recado é “amem seus pets e mais, levem pra passear, brinquem bastante e aproveitem cada segundo com eles. Tchau-au!”

fonte: Tribuna PR